O estudo acerca do bullying mostra-se fundamental não só para compreender o problema dentro das escolas, como também para compreender os prejuízos que tal problemática rodeia toda sociedade, uma vez que tais consequências envolvem graves danos ao psiquismo e ao desenvolvimento cognitivo, emocional e intelectual do ser humano em geral, seja nos jovens que praticam o bullying, nos jovens que sofrem o bullying, nos demais jovens que convivem nas mesmas turmas, no corpo docente, nos familiares desses jovens e em outros ambientes por onde esses jovens transitam.

 Pesquisas realizadas apontam que processos responsáveis diretamente por desencadear o uso de violência por parte dos jovens, incluem a ausência de limites, a carência afetiva e a vivência de maus-tratos durante a infância e a juventude.

 A maioria dos artigos científicos acerca do tema utilizam esse termo para abordar relações violentas entre pares. E a violência não é só física: “a exposição de um aluno (…) de maneira repetitiva e durante um determinado tempo, a ações negativas empreendidas por parte de um ou mais colegas. Essas ações são caracterizadas por comportamentos agressivos que buscam causar desconforto na vítima, seja através de agressões físicas, verbais ou ainda gestos capazes de indicar o ato de exclusão da vítima de determinado grupo.” CANAVEZ, 2015.

“difere de outros tipos de agressões justamente pelo fato de ser um comportamento repetitivo, deliberado e intencional, não se referindo a divergências de ponto de vista ou de ideias contrárias que provocam desentendimentos e brigas” FREIRE, & AIRES, 2012.

É comum existir dificuldade em identificar situações pois as vítimas não denunciam os seus abusadores, uma vez que sofrem medo de maiores retaliações. E é justamente por isso que se torna imperativo que os profissionais das escolas, assim como pais e responsáveis, estarem sempre atentos aos comportamentos expressos pelos jovens para muito rapidamente detetar precocemente e intervir, para que a insegurança gerada nas vítimas pelos seus agressores não seja capaz de as paralisar.

Existe ainda o Cyberbullying em que as agressões passam a ter expressão através dos meios virtuais e tecnológicos, nem por isso sendo mais brandas, muito pelo contrário. O cyberbullying pode ser ainda mais cruel, segundo Jefferson Cabral Azevedo, tendo em conta a velocidade com que os boatos, fotos ou comentários humilhantes podem propagar-se e também pela proporção que podem tomar, dependendo do número de pessoas alcançadas. Para além disso, o facto de não ser necessária presença física do agressor, a vítima não se sente segura nem em casa pela exposição através da internet, para além de que o agressor se sente ainda mais forte pois pode esconder a identidade.

Através do Kids e TeenCoaching, tanto vítima como agressor obtêm ajuda sem julgamento, agressão ou punição, mas antes utilizando boas perguntas, exercícios e suporte levando os jovens a conectarem-se com seus próprios sentimentos, necessidades e empoderando-os sem precisar de desempoderar outros e resgatando a autoestima e bem-estar de todos, pois na realidade, o agressor também se encontra em sofrimento e por isso, o desequilíbrio.