Entre os 12 e os 20 anos aproximadamente, o ser humano passa por uma série de mudanças fisiológicas e anatómicas. O corpo passa a produzir doses aumentadas de hormonas sexuais, que são responsáveis por produzir uma série de efeitos transformadores, tais como a maturação dos órgãos sexuais, tornando o ser humano apto a gerar vida e também, logicamente, a sentir maior desejo do toque, da proximidade e da interação sexual.
A adolescência é assim, uma fase da vida humana que propicia a experiência ao encontro de si próprio e um maior contato com seus desejos.
As relações amorosas e sexuais nesta etapa da vida encontram-se em profunda sintonia com o movimento de construção da própria identidade, fazendo parte do desenvolvimento adolescente.
Cada um vive esta fase da sua própria maneira, influenciado pelos vários contextos em que se insere: social, cultural e político, mas é comum viver uma intensa curiosidade que leva a uma série de descobertas sobre si próprio inerentes ao seu desenvolvimento sexual.
Erik Erikson comenta que “as relações amorosas constituídas neste momento refletem muito mais sobre o momento de encontro consigo e com suas questões de impasse do que sobre o outro com quem se relaciona e do amor sentido. “
Um exemplo pode estar nas experiências homossexuais, apresentadas por muitas pesquisas recentes, como experiências cada vez mais comuns na época da adolescência. Estas experiências não necessariamente definirão a orientação sexual do adolescente nesta fase, essa definição dá-se com base e como parte de um contexto muito mais ampliado acerca do desenvolvimento da sexualidade como um todo, incluindo os contextos sociais.
O tipo de namoro e sua qualidade sofrerá igualmente grande influência do contexto, especialmente do contexto familiar, e é muito comum serem replicados padrões familiares nas suas relações. Assim, há adolescentes que vivem as relações como tábuas de salvação, outros como a única forma de comunicar abertamente, outros ainda como forma de sentir poder sobre o outro e sem suporte em formas de se relacionar equilibradas, muitos perdem o seu poder pessoal e a motivação até para viver.
Como ajudar?
O TeenCoaching, quando procurado para intervir nessas questões, ajuda o adolescente na constituição de sua própria identidade, no empoderamento de suas características e a não se tornar refém de suas relações e dos seus sentimentos de inferioridade, de forma a poder viver as suas experiências de namoro e da sua sexualidade como naturais e parte de um treino que vai tendo ajustes até encontrar a sua forma de viver uma relação saudável e positiva.
É através das formas de interação com os adolescentes que é possível apoiá-los a conduzir as suas relações de maneira consciente, saudável e com responsabilidade sobre o próprio corpo, com respeito para com corpo do outro e com maturidade crescente frente ao ato sexual.
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