= 15 Sinais de alerta na adolescência=
“Internet é mais que uma simples tecnologia, é o meio de Comunicação que institui a infraestrutura organizativa das sociedades em vigor. A Internet é o coração de um novo paradigma sociotécnico que constitui, na realidade, a base material das nossas vidas e das nossas formas de relação, de trabalho e de Comunicação. O que a Internet faz é processar o virtual e transformá-lo na nossa realidade, constituindo a sociedade em rede, que é a sociedade em que vivemos.”(AZEVEDO & MIRANDA & SOUZA, 2012)”
As formas de se relacionar no mundo virtual, podem encontrar na vulnerabilidade do adolescente que anseia por encontrar sua identidade, uma difusão com base na superficialidade da cultura da imagem, onde mais vale mostrar na rede (e ganhar likes) do que Ser ou fazer.
Segundo Freud: “A formação identitária do sujeito constrói-se a partir da sua relação e encontro com o Outro, sendo a personalidade de cada um emergente também da interrelação com contexto do grupo social do qual faz parte.”
A questão é que o “Outro” agora esconde-se mais facilmente através da distância que a internet proporciona, e não só é mais fácil conectar, como também fazer “delete” nas amizades, o que está a criar uma sociedade jovem de relações mais fugazes e voláteis, com impacto a todos os níveis na nova sociedade.
Outros riscos das redes:
– Proporcionam uma experiência em que, com pouco esforço e exposição os jovens conseguem manter conversas mais íntimas do que presencialmente, conseguem encontrar os pares e sentirem-se aceites mais facilmente
– Desenvolvem um padrão de que “nada me vai acontecer” com a sensação de estarem protegidos e correm mais riscos
– Excitação, a sensação de poder, de satisfação e prazer que o jovem sente, estabelece uma certa “dependência” tornando-se em casos graves, um vício que necessita de cuidados de profissionais especializados
As redes sociais, usadas pela esmagadora maioria dos jovens, sustentam assim uma série de padrões comportamentais e relacionais atuais que merecem atenção de pais, educadores e todos aqueles que podem proteger e cuidar da saúde emocional, moral, ética, social e relacional dos jovens.
No entanto, caminhamos para que os espaços virtuais se estejam cada vez mais a aproximar dos reais nos seus aspetos positivos e negativos e está demonstrado que é possível manter relacionamentos solidários, empáticos, profundos e amorosos nas redes sociais. Os laços de amizade construídos virtualmente não se apresentam como ameaça aos relacionamentos reais, mas sim como complementação aos mesmos.
Então, é necessário respeitar o espaço de desenvolvimento do jovem, conferindo-lhe a confiança necessária para que possa exercer suas próprias experiências, mas manter a atenção e vínculos familiares próximos, verdadeiros e intensos com muito amor, conversas profundas, sem julgamento e sem sermões para que saiba relacionar-se também no mundo real.
É possível ficar com o melhor do mundo virtual e encontrar melhores soluções para minimizar os possíveis aspetos negativos decorrentes do uso indiscriminado da internet. Quer saber como? Vamos conversar?