Quais as sete dores do adolescente que podem ser acompanhadas, de forma a evitar ou minimizar as consequências?
- Encontrar o seu posicionamento no mundo
O principal desafio do adolescente é descobrir quem ele é, quais suas forças, o que tem de especial e a partir disso fazer suas escolhas morais, espirituais e relacionais.
Começa a perceber o que desaprova, o que não tem a ver com ele. Alguns valores e tradições dos pais ou da família não são exatamente os seus, e sofre porque não consegue concordar e aceitar, mas também não sabe ainda discordar com tranquilidade e compaixão. Esta dificuldade gera desconforto e conflito interno na maior parte das vezes inconsciente. Afinal a que tribo pertence? O conflito gera um sentimento confuso vivido pelo adolescente de que ter um pensamento diferente dos pais e cuidadores significa que ele não possa pertencer aquela família. Ajudar o adolescente a entender que ele pode ter pensamentos próprios e ao mesmo tempo ser capaz de ouvir e compreender os pensamentos dos adultos gera uma grande sensação de alívio, pertença e adequação.
- Sentir-se inadequado e julgado
É muito comum os adolescentes sentirem que nada do que eles fazem está bom o suficiente, que por mais que eles se esforcem, falta sempre alguma coisa. Sente-se constantemente observado, principalmente pelos adultos e condenado e julgado.
A postura física e emocional do adolescente é um pouco desajeitada, tudo é meio estranho e diferente, o seu corpo “não flui, arrasta-se”. Acabam por sentir que erram muitas vezes e que estão constantemente a ser corrigidos ou criticados, o que gera frustração, perda de auto-estima e mais tarde até revolta. Os adultos que convivem com adolescentes podem ajudar muito valorizando as atitudes positivas que o adolescente apresenta, em especial suas atitudes de manifestação espontânea de afeto, ou alguma coisa engraçada que diga, de certeza que muitas coisas estão também bem colocadas e apropriadas. Quando pais, professores e cuidadores se abrem para se focar mais no positivo e nas boas atitudes que o adolescente tem, as relações ficam mais leves e construtivas.
O Teencoaching ajuda os pais e professores a serem mais empáticos e abertos para o modo de ser do adolescente. Para o modo de ser que ele encontrou naquele momento, que não é, necessariamente, o modo de ser para toda a vida! O TeenCoach também ajuda os adolescentes a colocarem-se no lugar do outro, a entender os motivos que levam os adultos a expressarem essas opiniões. Com isso o adolescente começa a perceber as colocações dos adultos não como uma afronta pessoal e um embate, mas como uma possibilidade de diálogo, aprendendo a se posicionar de forma transparente e clara as suas insatisfações, angústias e sentimentos.
Com isso, como TeenCoach ajudo na criação de um ambiente de maior aceitação mútua e abertura para diálogos e é um privilégio poder facilitar esse lindo processo!
- Lidar com os pares (amizades, colegas, irmãos, etc)
Ter uma relação de amizade é maravilhoso e pode também ser desafiante, e o mais difícil, é conseguir ter liberdade nessa relação. Muitos adolescentes sofrem por não terem amigos. Outros, têm amigos mas é comum que aconteça uma dependência e uma necessidade na relação de ter que agradar esse amigo, por medo de o perder, por ele gostar mais de estar com outros do que com ele, e acaba por aceitar fazer coisas que vão contra os seus próprios valores, passando por cima de si próprio. Isto leva não só à dor de não Ser quem realmente é, à ausência de prazer no que faz, e consequentemente, à perda de auto-estima e confiança nele próprio.
Por um lado, essa relação de amizade é muito importante e traz valores positivos como confiança e companheirismo, por outro, vem também acompanhada de sentimentos de medo, de ciúmes e de dúvidas… e tudo faz parte do que são as relações humanas. A questão é como aprender a viver as relações humanas de forma saudável, respeitando-se a cada momento e a cada decisão, acreditando que somos suficientes sendo quem somos e que teremos os amigos que se identificam com os nossos valores. Há muitas estratégias novas neste método TeenCoaching que traz o empoderamento ao adolescente e ferramentas aos pais e professores para o poderem apoiar nesta aprendizagem.
- Relacionamentos amorosos
Existe uma preocupação muito grande nesta fase em perceber quem gosta de quem, e se de quem eu gosto, gosta de mim. A grande maioria dos adolescentes não é obcecada por sexo, a preocupação é muito maior no relacionamento em si, em ser aceite por alguém, em encontrar um par. E muitas vezes se ele não encontrar alguém naquele momento, sente um sofrimento intenso e uma dúvida de se algum dia ela encontrará e terá um relacionamento afetivo. É muito comum que adultos desvalorizem estas situações e muitas vezes dizem: “- Fica tranquilo, és muito novo, na hora certa vais encontrar alguém…” OU “- Não sofras por esse rapaz, é lógico que ele não é o amor da sua vida…”
A verdade, é que este tipo de abordagem é totalmente inoperante e as vezes exasperante para o adolescente. Há muitas outras soluções, e formas de dar suporte que podem descobrir num processo, mas adianto que primeiro que tudo, nesse momento, a melhor forma de ajudar é OUVIR com EMPATIA.
- Lidar com mudanças do seu desenvolvimento físico
Nesta fase da vida humana acontecem inúmeras alterações no corpo mental, emocional, físico do adolescente, inclusive no seu metabolismo, e no seu cérebro. O seu metabolismo está muito mais acelerado e acontecem grandes alterações entre estados de grande energia e boa disposição e outros de grande cansaço, irritação, frustração ou fome 🙂 Os adultos muitas vezes não associam os “sintomas” a estas alterações NORMAIS e assustam-se, por exemplo a pensar que estão a ficar “preguiçosos”, A quantidade de rótulos que se recebe nesta fase, por estes motivos é imensa, e cria crenças limitativas nos adolescentes, ao ponto de passarem a acreditar que são assim mesmo. Então é mesmo importante construir relações saudáveis entre os adultos e os adolescentes, com compaixão, paciência e motivação de parte a parte.
- Lidar com a sua aparência física
Existem alguns padrões de beleza instituído na sociedade, e os adolescentes tendem a acreditar que para serem aceites precisam de se aproximar o mais possível destes padrões, pois associam esta questão a todas as dores anteriores. Se não se sente dentro do padrão vai criar sensações de inadequação, angústia e ansiedade que vão prejudicar esta fase de consolidação da auto-estima, então têm tendência a comportamentos focado em se adaptar ao padrão, o que leva muitas vezes a desordens alimentares, excessos de atividade física, transtornos psicológicos e consequências físicas que podem ser muito graves. Através de um trabalho baseado nos seus valores, dons, talentos e auto-valorização, é possível que o adolescente atravesse e aproveite esta fase para sair mais forte e empoderado.
- Lidar com as pressões escolares
É nesta fase que grandes desafios académicos aparecem para ser ultrapassados. Vêm acompanhados na maioria dos casos, de uma pressão por sucesso e resultados e uma intolerância aos fracassos. Essas pressões vêm do próprio adolescente, mas também dos pais, dos professores, dos colegas e/ou da escola como um todo.
Neste trabalho, ajudo os adolescentes a perceber como lidar com os “fracassos”, e como fazem parte da aprendizagem, a identificar quais as exigências do ambiente e quais as dele próprio, como quer que seja no futuro em vez disso, a assumir responsabilidade pelos seus objetivos e sonhos e em querer atingi-los por ele, trazendo leveza, motivação e alegria às suas responsabilidades escolares.
Em 12 sessões recebes e encontras ferramentas e sabedoria para lidar com esta fase que te vão ser úteis para toda a Vida. Vamos Juntos? 🙂
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