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10 – Relacionamento Familiar

Os primeiros vínculos afetivos que uma pessoa constrói na sua vida são os mais determinantes para a constituição da sua personalidade.

Uma família pode ser monoparental, pode ser de um casamento entre pessoas do mesmo sexo, podem ter passado por separações e novas uniões…estes novos arranjos possíveis renovam antigos conceitos cristalizados e redefinem os papéis desempenhados pelas pessoas dentro da sociedade.

Encontramos assim uma variedade maior de influenciadores nas personalidades dos adolescentes como os novos companheiros e companheiras de pais divorciados, os filhos concebidos em casamentos anteriores, adoções de crianças órfãs, avós “emprestados” etc.

A partir de cada conceito de família, constituem-se personalidades fortemente ligadas a esta forma de organização e relações presentes no contexto familiar.

Ainda assim, é natural que na adolescência ocorra um fenómeno de afastamento do núcleo familiar. Sentem necessidade de se focar em valores e princípios diferentes e procuram mais os pares, para que, depois deste processo possam encontrar os seus próprios valores, fruto de uma junção de todas as experiências que viveram até então.

Este processo é tão mais natural e leve quanto mais forte se mantenha o elo familiar, sentindo-se aceites, vistos e respeitados.

“É preciso aumentar a compreensão empática e a comunicação respeitosa, criando integração entre as gerações.” SIEGEL, Daniel J, 2016.

“Toda intervenção intenciona facilitar a reflexão e ampliação da awareness por meio de experiências que promovam a autorregulação e novas formas de ajustamento criativo, de modo que possibilite ao adolescente reorganizar o contato na fronteira, reconstruindo assim as relações interpessoais nos diversos campos relacionais (pais, professores, amigos, grupos sociais) a que pertence.” FRAZÃO, 2016.