A separação indesejada provoca uma dor inevitável e… curável
A separação indesejada provoca uma dor inevitável, é verdade. Há uma frase que é um mantra para mim: “A dor é inevitável, mas o sofrimento é uma escolha.”
Hoje trago-vos este tema que me toca profundamente e mais intensamente desde há 3 anos das mais variadas formas.
Desde que nascemos, somos visitados várias vezes pela dor da Separação. A perda de família, amigos ou amores, seja por afastamento, doença ou morte, acontece, algumas vezes de forma mais intensa, quando o apego é maior, outras de forma mais leve, quando a aceitação prevalece.
Ao longo da vida vamos aprendendo a reagir a esta dor, e quando é muito muito forte, entramos até quase num estado inconsciente de sobrevivência, para poder aguentar.
A forma como reagimos hoje, já adultos, depende muito de onde está o nosso foco, da consciência que trazemos ao processo e da auto-estima e auto-conhecimento que já resgatámos, ou não. Depende ainda se sabemos pedir ajuda e suporte.
Quando o acontecimento acontece, a dor é sentida e a mente pode resgatar-nos nesse momento, quando estamos tão frágeis, e… está tudo certo. É ser-se Humano.
A diferença entre uma pessoa que está conectada e se observa e outra que está inconsciente, é:
A primeira perde muito menos poder pessoal no processo, pois a dada altura, deixa de culpar a vida ou o outro do que lhe está a acontecer, assume a responsabilidade da sua cura e acredita que ela irá acontecer.
A segunda ou prolonga o processo de dor, transformando-o em sofrimento, ficando na ausência de poder e energia, a responsabilizar fora ou veste a armadura, a carapaça para não sentir nada, que faz acumular tensão e dor tanto no inconsciente, como no corpo físico (que mais tarde pode até levar à doença).
Já te aconteceu sentir uma luta interna que te drena e desgasta? Ter uma vozeirão dentro de nós que grita que não mereces, que a outra pessoa é um traste ou que a vida é injusta? Já te gritou que não mereces ser feliz? Já te gritou não és boa/bom o suficiente?
Faz parte do processo… foste resgatad@, e as tuas feridas, estão a ser-te mostradas.
Nesse mesmo momento há também uma outra vozinha a querer ser ouvida, a do teu coração. A querer curar as feridas. Mas… a mente, o ego ferido, ainda grita demasiado alto.
Observo várias fases desde a separação difícil até à superação:
1- A fase do choque
2- a da vitimização
3- a fase da revolta e zanga
4-a de nos permitirmos Sentir e libertar
5- e por fim a da aceitação.
Acredito que quando o trauma/dor é muito intenso, acontecem várias fases duras, algumas inconscientes, muito desafiantes mesmo, até se conseguir tomar conta, escolher o foco, integrar e retirar a aprendizagem que cada processo traz. Podemos aceitar cada fase e acolhê-la com gentileza. Seja qual for que esteja a acontecer contigo, lembra-te, é uma fase, vai passar, e na verdade, está nas nossas mãos. Nas de mais ninguém.
Esse é o nosso Super Poder!
Nenhuma dor será em vão, algo de bom conseguimos sempre acrescentar à nossa bagagem, e crescemos.
A cura da dor acontece, sem intoxicar ou limitar o resto das nossas vidas.
Mantemos ou aumentamos a auto-estima e o poder pessoal, tão preciosos para uma vida equilibrada e plena.
Brevemente partilharei uma linda metáfora que me ajuda muito, muito neste tema. Fica atent@!
Crescemos e Voamos Juntos 🙂
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